quarta-feira, 30 de julho de 2008

Monumentos Megalíticos e Arte Rupestre no PNPG – Proposta de classificação

No dia 13 de Junho de 2008, o Instituto da Conservação da Natureza e da Biodiversidade, através do Departamento de Gestão das Áreas Classificadas do Norte, e a Câmara Municipal de Melgaço, formalizaram junto da Direcção Regional da Cultura a proposta de classificação dos Monumentos Megalíticos e Arte Rupestre do Planalto de Castro Laboreiro, no Parque Nacional da Peneda-Gerês.

Conhecida por Necrópole Megalítica do Planalto de Castro Laboreiro é a maior concentração de monumentos megalíticos da Península e uma das maiores da Europa, estendendo-se por cerca de 50 km2 em território português e galego, contendo perto de uma centena de monumentos arqueológicos relevantes para a pré-história recente (neolítico à idade do bronze) daquela região.

Com esta classificação pretende-se não só defender mas também rentabilizar culturalmente estes monumentos, valorizando-os e promovendo-os junto do público. Aproveitando estruturas de visitação, como a Porta de Lamas de Mouro do PNPG e o Núcleo Museológico de Castro Laboreiro, será possível ao visitante partir à sua descoberta munido de informação que lhe permita um melhor usufruto e conhecimento desses vestígios arqueológicos. A classificação e interpretação deste espaço integram-se no Programa Nacional de Visitação em Áreas Protegidas e foram alvo de uma candidatura ao Programa Operacional do Norte.

Estes monumentos são exemplos da arte de construir monumentos religiosos com pedras de grandes dimensões ou megálitos (mega = grande e lithos = pedra) que no noroeste teve uma difusão considerável. Nos planaltos e nas rechãs de altitude encontram-se núcleos de monumentos funerários, os dólmens ou antas, agrupando-se, por vezes, em vastas necrópoles, acompanhados ou não por menires (pedras fálicas, fincadas ao alto). As antas, câmaras sepulcrais compostas por esteios graníticos cobertos por lajes grandes, podem apresentar corredor de acesso e ser ou não consolidadas por um túmulo coberto de terra e conhecido como mamoa. Na sua maioria, estas sepulturas foram violadas e destruídas ao longo dos séculos por caçadores de ouro e de lendas.

Anta do Alto da Portela do Pau - PNPG


in: www.portal.icnb.pt

terça-feira, 29 de julho de 2008

Que passos tomar perante um problema ambiental?

Saiba como proceder perante um atentado ambiental, nomeadamente que tipo de elementos deve recolher, bem como a que entidades deve dirigir-se.

Fotografe ou filme o mais possível as situações que ocorrerem, de modo a fazer prova dos factos;

Recolha amostras, quando possível, nomeadamente perante casos de poluição de cursos de água (a amostra de água pode ser colocada num pequeno frasco de vidro limpo).

No caso de materiais perigosos, evite manusear os resíduos;

Denuncie o caso às entidades competentes (Juntas de Freguesia, Câmaras Municipais, Ministério do Ambiente, Direcção Regional do Ambiente, Inspecção Geral do Ambiente, etc);

Utilize a Linha SOS Ambiente e Território – 808 200 520 ou faça o registo da denúncia online;

http://gnr.pt/portal/internet/sepna/12.denuncias/form_sepna.asp

Divulgue o caso junto da comunicação social (rádios e jornais regionais, ou mesmo nacionais);

Exija o acesso aos documentos oficiais;

Consulte o Plano Director Municipal e as cartas de Reserva Agrícola Nacional (RAN) e Reserva Ecológica Nacional (REN);

Proteste sempre que necessário;

Organize-se com as pessoas directamente prejudicadas (todos os vizinhos que se sentirem incomodados), debata com eles as questões mais pertinentes e constitua uma comissão de moradores ou outro tipo de associação;

Organize abaixo-assinados, petições ou concentrações de protesto;

Participe nas assembleias municipais expondo as questões pertinentes aos deputados municipais eleitos para responder às ansiedades e aspirações dos cidadãos munícipes;

Denuncie o caso às Organizações Não Governamentais de Defesa do Ambiente (ONGA), locais, regionais ou nacionais. Caso não obtenha resposta satisfatória, envie-nos a sua denúncia através de email ou por correio. Os seus dados pessoais serão tratados de forma confidencial.

A sua denúncia será analisada pela Direcção ou pelo Núcleo da sua área, que a classificará de acordo com a sua gravidade. Posteriormente, é encaminhada para o sócio ou Grupo de Trabalho que a possa tratar.

Lembre-se, no entanto, que a Quercus depende em grande parte de trabalho voluntário, o que justifica alguma falta de capacidade em termos humanos para acompanhar todas as situações que nos chegam. É um erro pensar que as associações conseguem resolver tudo.

Para que a acção da Quercus possa ser eficiente é necessário que os autores das denúncias se envolvam nos problemas que os afectem directamente.

A acção da Quercus deve ser vista como uma ajuda, através da denúncia junto da comunicação social ou do Ministério do Ambiente, mas nunca como a salvação de todos os males, nomeadamente em situações pontuais.


in: www.quercus.pt

segunda-feira, 28 de julho de 2008

Biocombustível produzido a partir de algas


"A alga será seguramente uma das soluções ideais, senão a única. Faz duas coisas importantes: sequestra o CO2, necessário para crescer, e no final produz ainda o óleo para biodiesel. De outra forma é difícil conjugar estas duas coisas", explicou Nuno Coelho, director-geral da Algafuel, a primeira empresa portuguesa a produzir óleo de microalgas para biocombustível com fins industriais.

As algas são melhores que o milho ou girassol porque não competem com as culturas alimentares, aponta ainda Fernanda Rosa, responsável pela investigação com microalgas no Instituto Nacional de Engenharia, Tecnologia e Inovação (INETI),

"Quando estamos a produzir microalgas não estamos a produzir nada que seja necessário para a alimentação e essa produção pode ser feita em qualquer tipo de terreno, inclusivamente em zonas áridas".

Acrescentou que se tratam de microrganismos que se reproduzem "de uma forma exponencial" e cuja duplicação se faz num dia ou dia e meio, explicando ainda que se desenvolvem em qualquer tipo de água - salgada, salobra, residual - e necessitam de pouco mais do que luz solar e dióxido de carbono (CO2).

No INETI, a investigação e o trabalho de extracção de óleo de microalgas para a produção de biocombustível já se faz há quase trinta anos, o que dá a Portugal o 'know-how' consolidado no crescimento de microalgas e que poderá ser agora utilizado nesta nova oportunidade dada aos biocombustíveis.

"Temos aqui uma colecção enorme de microalgas que estão liofilizadas ou estão mantidas em meio, mas dormentes. Quando queremos começar o crescimento dessas microalgas vamos-lhes fornecer meio ou nutrientes, meio novo que as faz replicar-se e crescer", explicou Fernanda Rosa.

"Depois passam para pequenos reactores verticais onde há borbulhamento de ar ou CO2, replicando-se assim com maior intensidade, sendo que o crescimento é feito depois em mangas plásticas, muito económicas, ainda dentro do laboratório(...) quando estão em crescimento forte e em bom estado passam então para fotobioreactores ou lagoas", explicou.


Outros objectivos

Sendo um instituto de investigação, a industrialização é uma vertente que foge ao âmbito do INETI, mas já há em Portugal quem se dedique ao cultivo de microalgas não só para a produção de biocombustível, mas para os mais diversos fins.

No Algarve, encontra-se o quartel-general da Necton, uma empresa que desenvolve o seu ramo de actividade no sector da biotecnologia marinha e que se especializou na produção de microalgas.

Foi formada em 1997 e a partir de Janeiro deste ano deu origem à Algafuel que se dedica especificamente à industrialização de biomassa de microalgas para a produção de biocombustível.

O processo laboratorial de produção de microalgas é em todo igual ao do INETI, mas aqui pensa-se a uma outra escala e com outros objectivos.

"A produção é diária, é um pouco a pedido, e não tem os riscos de vir uma geada e morrer tudo porque é simples. Vazam-se os sistemas de produção, limpam-se e começa-se outra vez. Um processo que demora três a quatro dias porque não é preciso lavrar a terra novamente.
Não se perde um ano, perdem-se dois ou três dias", explicou o administrador da Necton, João Navalho.

Outra vantagem das microalgas que, contrariamente a todas as outras culturas, podem ser produzidas ininterruptamente em qualquer altura do ano e podem, por isso, ser recolhidas todos os dias.

Segundo João Navalho, a empresa tem uma unidade de produção que pode atingir as duas toneladas por ano, no entanto esse valor pode variar exponencialmente em detrimento do tipo de alga ou das condições em que ela é produzida.

Apesar das inúmeras vantagens, o processo de obtenção de óleo através de microalgas apresenta uma desvantagem que, no final, torna o óleo duas vezes mais caro do que o óleo obtido através de qualquer outra oleaginosa.

"As microalgas estão a crescer num meio aquoso, que não pode ter uma densidade de microalgas muito alta porque senão a radiação não as atinge de forma homogénea em todo o fotobioreactor. Ai temos uma necessidade de ter alguma diluição no meio, logo há que concentrar e a concentração é um processo que não é barato", explica Fernanda Rosa.

O director-geral da Algafuel sublinhou que se pode fazer 100 por cento biodiesel de óleo a partir de microalgas, mas que o preço ainda é bastante elevado por falta de produção ao mesmo nível da procura.

"Porque toda a produção mundial nunca foi pensada para este fim, mas sim para fins alimentar, aquacultura, cosmética, que têm condicionantes de preço completamente diferentes das dos biocombustíveis", defendeu Nuno Coelho.

"Tanto quanto eu posso antever nas próximas dezenas de anos, talvez nem tanto, vamos ter carros movidos a biodiesel que pode ser obtido a partir de microalgas. Isso sem dúvida nenhuma", garantiu Nuno Coelho, considerando, porém, que vai ser preciso um investimento massivo em tecnologia e um grande 'know-how' na produção de microalgas.


in: SICOnline

sábado, 26 de julho de 2008

Prioridades da UE: Sustentabilidade, alterações climáticas e biodiversidade

A Comissão Europeia revelou os desenvolvimentos que se deram no seio da UE, no último ano, focando os próximos desafios-chave, que incluem o ambiente da UE e dos Estados-membros. Ao apresentar a revisão de políticas, o comissário ambiental, Stavros Dimas, referiu que “o ano de 2007 foi um ponto de viragem na politica ambiental da UE; os problemas ambientais são agora prioridade na agenda política”.

Apesar de se tratarem de boas notícias, existem também preocupações; uma delas tem que ver com o atraso da legislação ambiental na União Europeia. Dimas salienta que a comunidade deve preparar-se para “os grandes desafios que se avizinham”. Segundo o comissário, estes incluem a definição de uma nova visão estratégica, a longo prazo, para o consumo e produção sustentável, adaptação para as inevitáveis alterações climáticas e a protecção da biodiversidade. Stavros Dimas aponta que se devia “tomar partido do calendário legislativo de 2009 de forma a avançar com estes assuntos”.

A comissão entregou quase todos os seus principais compromissos ao sexto Programa de Acção Ambiental. O pacote da energia e alterações climáticas, patrocinado pelo Conselho Europeu, em 2007, e traduzidos em propostas de políticas concretas pela comissão em 2008, vão firmar a Europa no caminho para uma economia reduzida no que diz respeito às emissões de carbono. Todas as sete estratégias temáticas foram apresentadas ao co-legislador e as propostas legislativas acompanhantes foram adoptadas ou estão a ser examinadas pelo Conselho ou pelo Parlamento.

A já esperada legislação química REACH, que reformula o a maneira como os químicos são tratados, foi adoptada e a Agência Europeia Química iniciou a sua operação. A directiva de passivos ambientais entrou em força e a comissão apresentou uma proposta para a nova directiva de emissões industriais, que alargam a anterior legislação e reduzem os limites das emissões. Instrumentos financeiros importantes tornaram-se operacionais, por exemplo o LIFE+ ,com um orçamento de 2143 milhões, no período de 2007-2013.

Mas enquanto a estrutura das políticas já está em funcionamento, a implementação da legislação ambiental na União Europeia pelos Estados-membros é muitas vezes lenta ou incompleta. A maioria dos casos de infracções diz respeito a aplicações incorrectas da lei ambiental da união, mas existem também casos que se devem à falta de directivas ou transposição de directivas impróprias.

Em 2008 e 2009 a comissão vai fortalecer os seus esforços, de forma a apoiar os Estados-membros e as suas autoridades na implementação das leis, troca de informação, treino e acompanhamento. A comissão também decidiu definir critérios para identificar casos de incumprimento que necessitam de resposta legal imediata e intensiva, por partes das autoridades competentes.

Os três maiores desafios que requerem atenção imediata são a sustentabilidade, alterações climáticas e protecção de biodiversidade. Com o crescimento das populações e a procura de consumíveis, a economia global do futuro terá de ser "mais limpa e inteligente".

Como sendo um passo importante neste processo, a comissão vai apresentar brevemente um plano de acção de politicas de consumo e produção sustentável industrial. O seu objectivo global é identificar e ultrapassar barreiras na produção e consumo sustentável, que não foram ainda tratadas ou que podem ser ultrapassadas através de políticas melhoradas.


in Indústria e Ambiente - 25 de Julho de 2008

sexta-feira, 25 de julho de 2008

UNIÃO ZOÓFILA

UNIÃO ZOÓFILA - Ajuda e Protecção aos Cães e Gatos Abandonados



A União Zoófila foi fundada a 17 de Novembro de 1951.

Somos uma associação de utilidade pública administrativa sem fins lucrativos.

Lutamos pela defesa, protecção e tratamento de cães e gatos abandonados e em risco. Em média albergamos permanentemente mais de 600 cães e 200 gatos.

Não recebemos qualquer ajuda do estado ou de outro organismo público.

Vivemos do pagamento das quotas dos seus sócios e dos donativos feitos pelas pessoas que mais sensiveis estão à causa dos animais.

http://www.uniaozoofila.org/


Need help...

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Praia Homem do Leme perdeu Bandeira Azul

A Bandeira Azul na praia Homem do Leme, no Porto, foi arriada por falta de qualidade da água e já não pode ser hasteada até ao fim da época balnear.

Esta é a primeira praia galardoada que fica definitivamente impedida de voltar a hastear a bandeira este ano. As praias com galardão de qualidade balnear são periodicamente sujeitas a análises à qualidade da água, que deve ser boa, e não podem ter mais do que dois resultados aceitáveis da qualidade da água.
"A praia Homem do Leme teve a terceira análise aceitável e a bandeira fica definitivamente arriada esta época balnear", explicou a coordenadora nacional da Bandeira Azul, Catarina Gonçalves.
Também foi arriada a bandeira na praia de São Rafael, no concelho algarvio de Albufeira, mas ao princípio da tarde o resultado da última análise à qualidade da água revelou que o nível tinha subido de aceitável para bom.
"A bandeira voltou a ser hasteada ao princípio da tarde em São Rafael. A ruptura da ETAR [estação de tratamento de esgotos], que tinha provocado escorrências na praia, foi reparada e a bandeira pode ser novamente hasteada", adiantou a mesma fonte.
Na Madeira, a praia da Formosa, no concelho do Funchal, também tem a bandeira arriada desde o passado dia 15, por serem avistadas escorrências no areal cuja origem está ainda a ser apurada.

A Associação Bandeira Azul Portugal galardoou este ano 193 praias, mais três do que na passada época balnear, mantendo-se o Algarve como a região do país com mais galardões da qualidade balnear.

In Jornal de Notícias

domingo, 20 de julho de 2008

O inicio

Este espaço servirá entre outras coisas para divagar um bocadinho acerca de tudo que nos rodeia, tudo que sejam questões ambientais, o verde é o essencial...

Vou tentar manter actualizado, tentar actualizar quem se der ao trabalho de perder tempo a ler o que "posto", dar a conhecer temas, questões, iniciativas, etc...

Até já...